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Ex-nº 1 do tênis cansou da aposentadoria. E agora parte para novo esporte

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O espanhol Juan Carlos Ferrero colocou um ponto final em sua carreira no tênis profissional em setembro de 2012 com quase tudo que um atleta deseja: títulos importantes, dinheiro e prestígio internacional. Em quase 15 anos de disputa nos torneios da ATP, venceu um Grand Slam – Roland Garros, em 2003 –, travou duelos apertados contra os principais jogadores de sua geração – venceu Guga três vezes em cinco confrontos, por exemplo –, foi o segundo jogador de seu país a alcançar o topo do ranking e faturou quase 14 milhões de dólares só em premiações.

Em sua despedida do circuito, no ATP 500 de Valencia, disse que não conseguia mais atingir o nível desejado em “um esporte tão exigente como o tênis”. Aos 32 anos, ele tinha tudo nas mãos para desfrutar de uma aposentadoria tranquila longe de treinamentos e da rotina de atleta.

Mas não foi o que quis Ferrero. Bastaram três anos longe do circuito para o espanhol constatar que sentia falta do clima de competição proporcionado pelo esporte.  Aos 35 anos, viu no pádel, modalidade popular na Espanha e disputada entre duas duplas com raquetes e uma bola em uma quadra menor em relação ao tênis, uma oportunidade para voltar a competir sem exigir muito de seu físico – castigado por uma série de lesões sofridas na década passada.

“Eu já levava três anos sem competir. É muito para quem passou a vida inteira competindo. Pude preencher esse vazio [com a entrada nos torneios de pádel]. Estou me sentindo muito bem jogando partidas de pádel”, contou.

O primeiro torneio oficial de Ferrero na nova modalidade foi o La Nucia Open, que, em agosto, reuniu 131 duplas na Espanha. Ele participou da competição ao lado de Borja Francés. Ainda sem resultados expressivos no pádel, o ex-número 1 do tênis ocupa a 250ª colocação do ranking da categoria.

A partir do próximo domingo, ele disputa mais uma etapa do circuito, desta vez em Barcelona. Apesar de se mostrar satisfeito com o retorno à atmosfera competitiva, Ferrero explica que tem enfrentado dificuldades diante de rivais experientes.

“Pádel é uma modalidade que, a princípio, é fácil para um tenista. Você já tem os movimentos, está acostumado a volear, mas vai ficando mais complicando a partir do momento em que você sobe de nível”, disse.